3.1.11

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Minha primeira máquina de escrever. Que não existe mais, ou então está em algum lugar que desconheço. Jogada num canto. Num lixão, talvez. Num brechó, melhor. Herança de minha irmã mais velha, depois dei para um amigo que precisava. O amigo morreu e levou a máquina para sempre. Ainda guardo alguns poemas que escrevi nela, com seus Os borrados, que eu limpava com palito de dentes. Os dias de trocar as fitas eram dias de trocar as fitas. Nada mais. Em geral eu datilografava sem a tampa interna, para ver melhor os tipos batendo no papel. Tentei recuperar este prazer e comprei há pouco tempo uma Sperry, da Remington. Não é a mesma coisa. Nunca será a mesma coisa. Aquelas letras redondinhas. A Remington está jogada num canto. Ao alcance dos meus olhos, porém. Para lembrar da outra. Hermes, my Baby.


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