15.7.10

Diadorim.
Diabo de dorzim. Das Dor.
Diadorim.
Nome de estrela do céu mais baixo.
De joaninha.
De comprimido. Dia do rim.
A gente lê Sêo Rosa e fica assim.
Falando línguas.
Se tem certa velhice, fica lembrando,
coisas, tudo tintimportintim.
Se não tem coisas, o sonho traz, inventa.
Fato por fato. Começo, meio, meio do meio,
fim do começo, começo do fim, e o do
fim exatamente. Que fim não tem meio.
Depois acorda e esquece do lembrado.
Vive a vida corrica. Uma só.
Que é vária e não se vê.
Diabo de dorzim. Diá de Sê o Rosa.
Diadorim é mulher só no final. Morta.
Sêo Rosa desvestiu.
A veredas só tem mulher diadorim.
Mulher feitio de homem. É ninguém.
Deve de lê Veredas com óculos de proteção, advirto,
que o dito respinga na gente e a memória
do coração minha mistura na dele, faz um caldo
grosso que não tem ralo que passe.
Ferve. Encolhe a carne da palavra que
eu tenho, fica um tantinho só. Dá vergonha.
De jumento espiando cavalo de raça. Não tem parelha.
Veredas é papel de ler em árvore da sombra do céu,
que não tem mais no de-Janeiro. Virar páginas
respirando curtinho. Contando nos dedos.
Não em poltrona de trem-bala, a vida passando
borrada. De onde se apeia quando a estação quer.
Ler até arder a porta do olho, a do fundo doer.
Jagunçada é pra encher linguiça.
Afazeres de livro gordo. Bote aí mil-e-quinhentos bois,
dezessete e setecentos cavalos entre burricos,
duas das mil carabinas e winchester, o mesmo número
de cabras tocando tudo, uma vingança por dia em vinte anos,
os gerais inteiro e soma a epopeia. O quebrado da conta é
o falar de amor. Amor encoberto. Dos pior.
E outras metafísicas estufadas.
Tesconjuro diminuir a história assim. Tirar água da carne.
Vá ler outra vez, vai. Dia dorzim.


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