19.4.08

Madrasta também chora




Quando Inhá Rita morreu uma fia ela dexô
Seu Mendonça, fazendeiro, a segunda veiz casô
A madrasta ruim, perversa, muito da mocinha judiô.

A esperança da mocinha é que logo se casava
Com um moço da fazenda que há tempo namorava
A madrasta feiticeira com a sua farsidade
Desmanchô o casamento e a sua felicidade.

A pobre moça chorava e a madrasta lhe bateu
Reclamando triste a sorte no seu quarto recoieu
Preparando um veneno e chorando ela bebeu
Chamando por sua mãe entre lamento morreu.

O seu pai que tanto amava deu a triste despedida
Oiando o caixão sumindo da sua fia querida
Maginando o passado chorou lágrimas sentida
A tristeza pouco a pouco deu o fim na sua vida.

A madrasta criminosa vive chorando até agora
Lá no pé da sepurtura pede perdão e implora
Arrependida rezando pra Deus e Nossa Senhora
Do remorso e do pecado a madrasta também chora.


- A madrasta também chora, Chiquinho e Zé Paioça.

--