21.4.07





Bilhetinho de Gertrude Stein para
Alice B. Toklas. Arquivo pessoal, s/d.


--------

10.4.07

Bolsa de autógrafos






bolsa de autógrafos: veja só quanto valem os livros autografados de nossos escritores, vivos ou mortos. curioso notar como o mercado pode ser injusto e às vezes extremamente sábio.

Bruna Lombardi - 70 reais
Nélida Piñon - 55

Jô Soares - 65
Chico Anísio - 50

Gilberto Freyre - 225 reais
Olavo de Carvalho - 90
Alceu Amoroso Lima - 90
Plínio Salgado - 80
Carlos Lacerda - 45

Di Cavalcânti - 455
Jorge Amado - 80
João Ubaldo - 65
José Sarney - 55

Rubem Braga - 200
Otto Lara Resende - 125
Paulo Mendes Campos - 90
Fernando Sabino - 75

Dalton Trevisan - 300 reais
Raduan Nassar - 225
Caio Fernando Abreu - 175
Paulo Coelho - 110
Antônio Callado - 90
Stanislaw Ponte Preta - 85
Moacyr Scliar - 75
Luís Fernando Veríssimo - 65
Cony - 60
Jorge Mautner - 55
Ignácio de Loyola Brandão - 30

Dias Gomes - 255
Plínio Marcos - 90

Pelé - 455 reais
Guimarães Rosa - 145

Rachel de Queiroz - 95
Marina Colasanti - 90
Lya Luft - 50
Lygia Fagundes Telles - 40

poesia:

Adolfo Casais Monteiro - 720
Guilherme de Almeida - 420
Sergio Milliet - 325

Waly Salomão- 220
Haroldo de Campos - 210
Cassiano Ricardo - 210

Jorge de Lima - 150
Menotti Del Picchia - 110
Raul Bopp - 110

Thiago de Mello - 90
Moacyr Félix - 55

Adélia Prado- 50
Chacal - 45
Affonso Romano - 35
J. G. de Araújo Jorge - 30


-- o livro mais caro que encontrei foi um autografado pelo astronauta americano David R. Scott, 5.000 reais. os mais baratinhos, por 1 real, os de um budista aí falando de ioga, Prabhupada?
----

9.4.07



piadinha de scriptorium


Um sujeito entra num bar em Chicago às cinco da tarde e pede três uísques. Não um depois do outro, e sim três de uma só vez. O barman fica meio intrigado com o pedido inusitado, mas não abre a boca e serve o que o homem pediu -- três uísques alinhados no balcão, um do lado do outro. O sujeito toma todos eles, um por um, paga a conta e vai embora. No dia seguinte, lá está ele de novo, às cinco da tarde, e pede a mesma coisa. Três uísques de uma vez. Faz isso todo dia durante duas semanas. Por fim, a curiosidade vence o barman: não quero me meter, diz ele, mas o senhor vem aqui todo dia, há duas semanas, e sempre pede três uísques ao mesmo tempo, eu só queria saber por quê. Quase todo mundo pede um de cada vez. Ah, diz o sujeito, a resposta é muito simples. Eu tenho dois irmãos. Um mora em Nova York, o outro em San Francisco, e nós três somos muito chegados. Como forma de honrar nossa amizade, sempre vamos a um bar às cinco da tarde, pedimos três uísques e em silêncio brindamos à nossa saúde, fingindo que estamos todos juntos no mesmo lugar. O barman meneia a cabeça, entendendo finalmente o motivo do estranho ritual, e esquece o assunto. O sujeito continua a aparecer no bar por mais quatro meses. Sempre às cinco da tarde bebe os três uísques. Até que um dia aparece mas dessa vez pede só dois uísques. O barman fica preocupado e, tomando coragem, resolve dizer: não quero me meter, mas todo dia, nestes últimos quatro meses e meio, o senhor veio aqui e pediu três uísques. Hoje pediu dois. Sei que não é da minha conta, mas espero que não tenha acontecido nada com sua família. Não aconteceu nada, não, diz o sujeito, muito animado e alegre como sempre. Então o que foi?, pergunta o barman. A resposta é muito simples, diz o homem. É que eu parei de beber.


-- do livro Viagens no scriptorium, de Paul Auster.