31.12.06



cybergirl, com toda essa chuva que está caindo você vai enferrujar os circuitos. água por fora e por dentro: see me flowing like a river to the sea. sade says. quanta lameira. faltam 6 horas pra 2007. solitários internautas conectam-se em silêncio. visitas que chegam molhadas. botas afogadas. drinks aguados. escorrego no piso molhado. feliz ano novo, mané. pra tua mãe também. não vamos pra praia? com essa chuva? o que tem mais pra beber? pinturas falantes. na mesa o calendário espera janeiro. um morteiro explode na janela. anoitece mais cedo. é verdade que vai sair mais um livreco de Cabul? nem me fale. o livreiro acerta as contas com a maléfica jornalista norueguesa, conta a história real através de um bate-papo com trolls. isso mesmo, os duendes noruegueses. tem até passeio de tapete voador. o livro é mínimo, umas 40 páginas que a editora vai esticar até dar umas 100. não... chega desse papo. que horas são? quer saber, pra mim o Saddam não morreu. foi tudo fake. a corda não estava em volta do pescoço. reparou? aquele casacão dele tava protegendo. a ceia vai ser o quê? lasanha kasbah. lasanha o quê? à moda do Marrocos. uma lasanha nômade. você nem sente que comeu. vai ver tem cheiro de camelo. seu burro, é de açafrão. hum, delícia. vamos comer com as mãos? ano passado eu comi quiche de macaxeira à meia-noite pra trazer sorte. não, é o munguzá que traz sorte e harmonia, vão querer? 2007 é um ano sem importância na roda do karma. o bicho é 2008, vem um novo ciclo. pois 2007 será o ano da luta contra o pneumococo. hum? tira essa música. parece um velório. põe Miss Gaynor aí. ih, vai começar a viadagem. viadagem jurássica. invejooosa. teu bofe tá atrasado. onde estão as drogas? você vai na posse do lula amanhã? vai se fodê. tá vendo? quem mandou largar o PT? hoje ia tá só cabidando num ministério como teus coleguinhas. colando velcro com a dilmona. babaca. I bang my own drums. me dá um beijo. ai, a chuva não passa. nem vai passar. queimaram mais algum ônibus? que horror. esta é a cidade maravilhosa, porra! não está contente de estar de volta? skol, maluco. sai desse computador, poderosa. cai a noite. solitários internautas conectam-se em silêncio. feliz ano novo.

30.12.06



"Às vezes tudo de que a gente precisa está bem debaixo de nossos pés", me disse assim desejando um feliz 2007 o escritor, poeta e amigo Cesar Cardoso. Vou andar de ponta-cabeça, talvez me inspire mais. Quanto a Saddam, parece que foi só questão de retirar a cedilha. Não lamento, ele que faça boa companhia a Pinochet. Só me espanta o fato de vivermos ainda na era medieval. Em todos os sentidos. Só mudou a perfumaria. Um feliz 2007 a todos. Espero que dê. Beijos.

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26.12.06




Poemas Cubas e Torneiras, uma antologia sem compromisso.

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23.12.06

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22.12.06




Merry Christmas darling

we're apart that's true

but I can dream and in my dreams

I'm Christmas-ing with you




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20.12.06




Deus era alguém
O outro, Whitman



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19.12.06




merde pour la poésie

aproveite o final do ano para atear fogo aos livros indesejáveis que só fazem acumular ácaros nos cantos da casa. lembre-se de que nem tudo no mundo existe para resultar num livro. estou de volta depois de 30 dias semi-incomunicável, mas como disse um amigo meu, comunicar-se pra quê? ele tem razão, mas por outro lado sigo o conselho de Rimbaud: o que não se sabe pode ser ainda mais terrível...


vou passar o natal com o livreiro de Cabul, o verdadeiro. em breve nas melhores e piores livrarias do ramo. esta semana começo a canetá-lo. como alguém pode ser feliz no meio de tantos livros? ainda espero por meu ideal: um livro sem assunto, pura forma. puro estilo. a ver.


Nous mourons tous inconnus

Como é possível que essas pulgas contentes
tenham passado tanto tempo dormentes?


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Reflexões para 2007

EVANESCÊNCIA
CONSCIÊNCIA
COINCIDÊNCIA


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12.12.06

a
a
a
a
a
aaaaaahhhh
tele maaaaar
eu te odeio
desde o dia 17 de novembro solicito a instalação de uma linha em minha casa nova e a telemar naaada. este blog está parado por conta disso, saibam todos. e não sei quando volta. lamento. eles marcam uma visita e não aparecem. ou aparecem antes da hora e dia marcados, quando as chances de não haver ninguém em casa são grandes. é isso. explicado meu sumiço. a telemar abduziu o prosa. tenho dito. assim que puder, volto. beijos beijos

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