Amigos, não sei se esta é uma volta, ainda há problemas para resolver. Comprar pra mais de metro de fios para a telemar instalar o fone etc. e tal, é uma casa no mato, lembrem-se. Mudança foi tranquila, escrevo de um 'café cibernético'. Tenho trabalhado e ouvido a chuva, arrumado tranqueiras, silêncios, tudo calmo. Penso em vocês, aqui no blog. O que será dele? de nós? Na semana da mudança, entre caixas, eletrodomésticos, cachorros e papagaios, escrevi um esboço de poeminha tolo e arrítmico que mostro agora a vocês, relevem. Melhorias virão. Até breve, saudades.
--------------------------------
meu ovo de Li Po estragou
vou ter de te comer com sopa de missô
em finas rodelas numa esteira de bambu
o olho esquerdo, o sol
o olho direito, a lua
alga jovem, suada e delicada
fritastes sentimentos preparados no vapor,
minhas folhas do Manyoshu
e as mil garças que dobrei
isto não se faz, filha de um junco
agora, empanzinada do teu futuro,
tomo um chá de mussambé
da cobra comendo cobra
sempre nasce uma mulher.
----------------------
--------------------------------
meu ovo de Li Po estragou
vou ter de te comer com sopa de missô
em finas rodelas numa esteira de bambu
o olho esquerdo, o sol
o olho direito, a lua
alga jovem, suada e delicada
fritastes sentimentos preparados no vapor,
minhas folhas do Manyoshu
e as mil garças que dobrei
isto não se faz, filha de um junco
agora, empanzinada do teu futuro,
tomo um chá de mussambé
da cobra comendo cobra
sempre nasce uma mulher.
----------------------




