27.11.06

Amigos, não sei se esta é uma volta, ainda há problemas para resolver. Comprar pra mais de metro de fios para a telemar instalar o fone etc. e tal, é uma casa no mato, lembrem-se. Mudança foi tranquila, escrevo de um 'café cibernético'. Tenho trabalhado e ouvido a chuva, arrumado tranqueiras, silêncios, tudo calmo. Penso em vocês, aqui no blog. O que será dele? de nós? Na semana da mudança, entre caixas, eletrodomésticos, cachorros e papagaios, escrevi um esboço de poeminha tolo e arrítmico que mostro agora a vocês, relevem. Melhorias virão. Até breve, saudades.


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meu ovo de Li Po estragou
vou ter de te comer com sopa de missô
em finas rodelas numa esteira de bambu
o olho esquerdo, o sol
o olho direito, a lua

alga jovem, suada e delicada
fritastes sentimentos preparados no vapor,
minhas folhas do Manyoshu
e as mil garças que dobrei
isto não se faz, filha de um junco

agora, empanzinada do teu futuro,
tomo um chá de mussambé

da cobra comendo cobra
sempre nasce uma mulher.

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13.11.06



pessoais: bom, agora vai. a partir desta sexta-feira é esta a imagem que estarei vendo da sala de minha casa. a foto saiu meia-boca mas dá uma idéia. esquilos passeiam na varanda, lebres se escondem na mata. dizem que há micos entre os galhos, mas estes ainda não vi. é cedo. uma casa no topo de uma montanha. sem sinos tocando a madrugada inteira ou vizinhos ouvindo funk. o lugar é Petrópolis, sem mais detalhes pois não quero cobradores atrás de mim. a partir de agora entro em modo off. o Prosa voltará no final do mês, espero. para quem sentir saudades desta que vos escreve, deixo um endereço. é o meu blog secreto. secretíssimo. ninguém jamais pôs os olhinhos sobre ele. verdade. eu o uso para mim mesma, para publicar minhas recentes bobagens e ver como ficam na tela. jamais o divulguei. nem quero. agora o faço por ser um momento especial, de intimidade com o meu leitor. a quem deixo um grande abraço e até breve.

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6.11.06

Mais um lançamento: Guimarães Rosa em foco






Premiado pela Associação Nacional de Pós-Graduação em Letras e Lingüística (ANPOLL), o livro de Deise Dantas analisa o texto do escritor mineiro, mostrando a contigüidade entre o sertão dos jagunços e o humilde cotidiano dos trabalhadores das fazendas de pecuária. O lançamento é amanhã, terça-feira, na Travessa de Ipanema. Deise, amiga e ex-colega das letras pátrias, e eu convidamos a galera deste blog. Apareçam. Até lá.

atualizando: No mesmo dia, na Travessa, haverá os lançamentos do livro de Francisco Bosco (filho do João) sobre Caymmi e o do Eucanaã Ferraz, sobre Vinicius, lançados pela Publifolha. Tudo no mesmo horário. Os da Publifolha no primeiro piso e o da Deise do Rosa no segundo, ok? Valeu a dica, Claudia. (Nossa, poema por metro agora? ara.)

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2.11.06




atualização: Hum, acho que vou demorar mais para voltar aqui do que supunha. Mudança vai sair atrasada, deve sair lá pelo dia 15, problemas técnicos. Sem cabeça para postar, ou vocês querem saber sobre minha leitura de manuais de telas para canis? (Não posso deixar meu rottweiler e meu vira-latinha tinhoso soltos pelos campos, a vizinhança estrebuchará de medo. Em geral preciso cercar uma boa parte do terreno junto à casa para abrigá-los lá, pertinho de mim. Com espaço máximo possível. A casa escolhida, antes de tudo, precisa ter uma área externa dog-friendly. Pois então, sei tudo sobre telas galvanizadas, pintadas, plastificadas, hexagonais, quadradas, soldadas, tela fortinet, tela nylofor, tela estuque, todas para cercas, alambrados, galinheiros, pinteiros, viveiros de peixes, quadras poliesportivas e contenção de encostas. São minhas leituras atuais, enquanto trabalho entre um encaixotamento e outro. Quase dois mil livros encaixotados. Arrumar transportadora, dispensar tranqueiras, roupa velha, móveis cansados, louça que não abre mais os apetites. Sair com o mínimo indispensável. Deixar o passado para trás. Desapegar-se. Se houver tempo, faço aparições rápidas por aqui. Minha volta dependerá também da Telemar, quero ver se me livro da conexão discada. Se der... besos.

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