27.11.06





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meu ovo de Li Po estragou
vou ter de te comer com sopa de missô
em finas rodelas numa esteira de bambu
o olho esquerdo, o sol
o olho direito, a lua

alga jovem, suada e delicada
fritastes sentimentos preparados no vapor,
minhas folhas do Manyoshu
e as mil garças que dobrei
isto não se faz, filha de um junco

agora, empanzinada do teu futuro,
tomo um chá de mussambé

da cobra comendo cobra
sempre nasce uma mulher.

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