1.7.06




F comme France

Elle est éclose un beau matin
Au jardin triste de mon coeur
Elle avait les yeux du destin
Ressemblait-elle à mon bonheur?
Oh, ressemblait-elle à mon âme?
Je l'ai cueillie, elle était femme
Femme avec un F rose, F comme fleur

Elle a changé mon univers
Ma vie en fut toute enchantée
La poésie chantait dans l'air
J'avais une maison de poupée
Et dans mon coeur brûlait ma flamme
Tout était beau, tout était femme
Femme avec un F magique, F comme fée

Elle m'enchaînait cent fois par jour
Au doux poteau de sa tendresse
Mes chaînes étaient tressées d'amour
J'étais martyre de ses caresses
J'étais heureux, étais-je infâme?
Mais je l'aimais, elle était femme

Un jour l'oiseau timide et frêle
Vint me parler de liberté
Elle lui arracha les ailes
L'oiseau mourut avec l'été
Et ce jour-là ce fut le drame
Et malgré tout elle était femme
Femme avec un F tout gris, fatalité

À l'heure de la vérité
Il y avait une femme et un enfant
Cet enfant que j'étais resté
Contre la vie, contre le temps
Je me suis blotti dans mon âme
Et j'ai compris qu'elle était femme
Mais femme avec un F aîlé, foutre le camp



-----------

Breizh-izel, meu Breizh-izel brasileiro


Breizh-izel é o nome bretão da Bretanha francesa e, segundo estudiosos, Breizh é uma palavra de origem céltica que significa "vermelho", da "cor do fogo", de onde surgiria depois o termo bois brésil (madeira vermelha) em textos do século 12, inclusive em romances do ciclo arturiano. O que prova que os bretões, grandes navegadores que eram, conheceram, antes das descobertas dos séculos 15 e 16, muitas terras do Atlântico Sul, inclusive o nosso país aqui, descrito a princípio como "ilha", um conceito da navegação bretã na Idade Média. Pois bem, bois brésil depois seria traduzido como "pau-brasil" e daria origem ao nome de nossa terrinha, como todos sabem, um nome que os portugueses demoraram em oficializar, porque queriam salvaguardar seus direitos de conquista. Mas já se sabe que, muito antes de Cabral aportar por cá, bretões e normandos já comerciavam com os índios o pau-brasil nas cabeceiras do rio São Francisco, assim como os vikings já conheciam a América muito antes de Colombo. Há evidências, inclusive, de que navegadores fenícios é que descobriram mesmo o Brasil em 1100 a. C., donde se conclui que teria havido uma civilização pré-histórica no Brasil. Bom, voltando à cabeceira do São Francisco, até onde se sabe foi ali que teve início o fervilhante comércio do nosso pau-brasil, ou ibirapitã, orabutã, brasileto, ibirapitanga, pau-rosado, essa árvore tão preciosa, de seiva avermelhada, que emprestaria seu nome ao país e atrairia a cobiça estrangeira. Sim, porque o pau-brasil, além de nomear o nosso berço esplêndido e sendo fértil como é, deu origem também a manifestos literários, institutos, hotéis, associações ecológicas, grupos de música folclórica/regionalista, colares, facas, violinos, camas e a toda uma série infindável de artefatos tipo exportação. Aonde quero chegar com essa conversinha? Hoje o Brasil vai enfrentar mais uma vez os seus legítimos descobridores numa Copa do Mundo, n'est pas? Um curioso confronto. Uma batalha campal com os nossos ancestrais, sim, porque ainda não há provas suficientes de que somos descendentes dos fenícios. Mesmo que houvesse, para o futebol e para nós hoje não significaria muita coisa pois não existe uma seleção fenícia, não é mesmo. E você? Vai torcer por quem? Pelo Brasil ou pelo Breizh-izel?

--------