30.8.05
28.8.05
Frente al mar

Muere de sed el mar.
Se retuerce, sin nadie,
en su lecho de rocas.
Muere de sed de aire.
(Octavio Paz)
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Enquanto isso, pelos fundos...

Índia a tua imagem
Sempre comigo vai
Dentro do meu coração
Flor do meu Paraguai.
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Muere de sed el mar.
Se retuerce, sin nadie,
en su lecho de rocas.
Muere de sed de aire.
(Octavio Paz)
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Enquanto isso, pelos fundos...

Índia a tua imagem
Sempre comigo vai
Dentro do meu coração
Flor do meu Paraguai.
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27.8.05

Getúlio Vargas, anotação na agenda pessoal. Na madrugada de 24 de agosto, também o seu cadáver entraria para a história.
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26.8.05

E o Tação de Ouro do Prosa Caótica vai para a única acertadora do Concurso "Quem lembra delas?", a blogueira e nossa leitora fiel, além de xará, Maíra, responsável pelo Varal de Palavras, um blog muito hot, onde ela mistura palavras com o nonsense do desejo. Parabéns Maíra, você demonstrou ser uma moça de cultura nacional, memória individual e, por que não dizer, coragem fenomenal por participar deste concurso terrível. Obrigadim.
Os outros queridos leitores participantes ou erraram alguns nomes ou acertaram todos e tiveram a honestidade de confessar que recorreram ao Google. Agradeço a eles pela sinceridade (não poderiam trabalhar no Congresso brasileiro, meus caros) e a todos que participaram. E agora vamos às respostas:
Na coluna de cima, da esquerda para a direita: Isabel Ribeiro, Dina Sfat, Betty Faria, Glauce Rocha, Marília Pêra, Lilian Lemmertz e Sônia Braga. Embaixo: Sandra Bréa, Helena Ignez, Anecy Rocha, Luíza Maranhão, Darlene Glória, Odete Lara e Adriana Prieto.
Até a próxima.
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25.8.05
Concurso "Quem lembra delas?"

Quem acertar o nome de todas ganha um link no capricho. Sei que não é muito, é quase nada, mas ainda não recebi meu mensalão, portanto nada de prêmios. Respostas por e-mail. Amanhã divulgo os resultados. Não vale pedir auxílio aos pais. Participe.
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26.08 (18:45) Atenção: O prazo está se esgotando. Faltam poucas horas para o término do concurso. O vencedor também ganhará uma taça de ouro, ofertada pelos incentivadores deste blog. Pensem bem. Prove que você tem cultura e, principalmente, memória! Acerte os nomes das divas. Até lá.
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Quem acertar o nome de todas ganha um link no capricho. Sei que não é muito, é quase nada, mas ainda não recebi meu mensalão, portanto nada de prêmios. Respostas por e-mail. Amanhã divulgo os resultados. Não vale pedir auxílio aos pais. Participe.
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26.08 (18:45) Atenção: O prazo está se esgotando. Faltam poucas horas para o término do concurso. O vencedor também ganhará uma taça de ouro, ofertada pelos incentivadores deste blog. Pensem bem. Prove que você tem cultura e, principalmente, memória! Acerte os nomes das divas. Até lá.
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24.8.05

Camus descobre a América
"15 grandes cidades apitando, berrando, trabalhando, divertindo-se com uma espécie de desespero mecânico."
"os americanos são cordiais, hospitaleiros e indiferentes, que se satisfazem depressa, e esquecem depressa."
"o segredo de qualquer conversa aqui é falar para não dizer nada: Good morning, Good morning. Do you like America, Mr. Camus?, Ok, I like it very much. Nice country, is it not?, It is. Will you come back again?, Sure. Etc. etc. "
"durante dias passeei por Nova York com os olhos cheios de lágrimas... simplesmente porque o ar da cidade é cheio de ciscos... É desse modo, enfim, que carrego Nova York em mim, como quem leva no olho um corpo estranho, insuportável e delicioso, com lágrimas de enternecimento e fúrias de rejeição a tudo. Talvez seja isso que chamamos de paixão..."
"sim, gosto das manhãs e das noites de Nova York. Gostei de Nova York com aquele amor possante que às vezes nos deixa cheios de incertezas e de ódio, precisando de um exílio."
"minha curiosidade por este país cessou de repente. Como acontece com alguns seres dos quais me afasto sem explicação e sem mais interesse. E certamente enxergo as mil razões que podemos ter para nos interessar por ele, seria capaz de apresentar sua defesa e apologia, posso descrever sua beleza e seu futuro, mas simplesmente meu coração parou de falar."
-- passagens extraídas de sua correspondência particular e de seu diário, por ocasião de sua viagem aos EUA em 1946 para uma série de palestras e o lançamento da edição americana de O estrangeiro. Em terras americanas, Camoose, como era chamado lá, observou com interesse o abuso do uísque entre intelectuais, o luxo e o mau gosto até nas gravatas, o hábito de sucos de frutas pela manhã, de sorvetes deliciosos, das doses de vitaminas, de ovos com bacon, as drásticas variações de temperatura, a Broadway e seus teatros, as luzes de néon, Chinatown, o Bronx, o Harlem, o Brooklyn, o jazz, as boates, os cafés-concertos burlescos e os estranhos costumes funerários dos americanos. Na volta a Paris, após 12 dias de navio, Camus traz na bagagem 80 quilos distribuídos por caixas de açúcar, café, ovos em pó, alimentos para bebês, comidas em conserva, sabonetes e sabão em pó. (in Albert Camus, Une Vie, Olivier Todd, 1996.)
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23.8.05

Ora direis que psicopatas os há em qualquer lugar. Na política, na filosofia, na literatura, nas universidades, na polícia, nas forças armadas, nas igrejas, nas melhores famílias e até no tal de Orkut, onde foram criadas várias "comunidades" de gente inútil que alega gostar de torturar e matar animais e outras perversidades. Matam cachorros (os vira-latas), gatos e mendigos, que para eles devem ser os vira-latas da humanidade. Como eu não frequento esta bosta de Orkut, peço aos meus amigos leitores que porventura o fazem, se quiserem ajudar a acabar com estes nichos de gente escrota e nazista, a irem até o blog da Marina, que ela lá tem um post de 20.08 que os orientará a respeito. Desde já agradeço. Meus três cães e dois gatos agradecem também e mandam lambidinhas carinhosas. Até um próximo post, mais ameno.
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20.8.05
19.8.05
quisto é bossa-nova...

bite my laughters drink my tears pore into me volumes...
-- flagrante de James Joyce ensaiando uns acordes de Finnegans Wake na guitarra já em 1919. O autor da foto, amigo do escritor, ficou chocado de vê-lo tocando o instrumento e quis registrar o momento.
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bite my laughters drink my tears pore into me volumes...
-- flagrante de James Joyce ensaiando uns acordes de Finnegans Wake na guitarra já em 1919. O autor da foto, amigo do escritor, ficou chocado de vê-lo tocando o instrumento e quis registrar o momento.
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18.8.05

O que eu tenho em comum com os judeus? Eu mal tenho em comum comigo mesmo e devia ficar quieto num canto, contente de poder respirar.
-- Anotação de Franz Kafka em seu Diário, 8 de janeiro de 1914. O desenho, "Homem Bebendo", também é de sua autoria.
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Picasso al pesto ou Kandinski de pepperoni? Pois essa professora de história da arte aí diz que arte é uma questão de gosto, sim. Ela garante que ensina aos incautos, em 8 passos, lógico, como saber que um quadro de arte abstrata não está de cabeça para baixo. Hum... Warhol margherita pra mim.
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16.8.05
I like the feeling the everlasting feeling of
sentences as they diagram themselves

As long as the outside does not put a value on you it remains outside but when it does put a value on you then it gets inside or rather if the outside puts a value on you then all your inside gets to be outside.
Gertrude Stein
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sentences as they diagram themselves

As long as the outside does not put a value on you it remains outside but when it does put a value on you then it gets inside or rather if the outside puts a value on you then all your inside gets to be outside.
Gertrude Stein
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14.8.05
Psi na Web: um resumo dos transtornos da personalidade
1. Personalidade psicopática
Autores psicanalíticos consideram a Psicopatia como sendo uma síndrome de Narcisismo Maligno. A estrutura de tipo narcisística do psicopata teria as seguintes características: auto-referência excessiva, grandiosidade, tendência à superioridade, exibicionismo, dependência excessiva da admiração por parte dos outros, superficialidade emocional, crises de insegurança que se alternam com sentimentos de grandiosidade. Portanto, dentro das relações de objeto (com os outros), seria intensa a rivalidade e inveja, consciente e/ou inconscientemente, refletidas na contínua tendência para exploração do outro, incapacidade de depender de outros, falta de empatia para com outros, falta de compromisso interno em outras relações.

2. Personalidade histérica
O transtorno histriônico de personalidade, ou histeria, é caracterizado por um comportamento colorido, dramático e extrovertido que se apresenta sempre exuberantemente. Os histriônicos tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações sempre que percebem não serem o centro das atenções ou quando não recebem elogios e aprovações. Freqüentemente animados e dramáticos, tendem a chamar a atenção sobre si mesmos e podem, de início, encantar as pessoas com quem travam conhecimento por seu entusiasmo, aparente franqueza ou capacidade de sedução. Tais qualidades, contudo, perdem sua força à medida que esses indivíduos continuamente exigem o papel de "dono da festa", manifestando pronunciados traços de vaidade, egocentrismo, exibicionismo e dramaticidade. No afã de representar um papel que lhes é negado pela vida ou por suas próprias limitações pessoais, os histriônicos fazem teatro para si e para todos os demais, a sua grande platéia. Pode haver fases onde eles já não sabem onde termina a realidade e começa a fantasia, passando a acreditar em seus próprios mitos e em suas próprias encenações.
3. Personalidade borderline
As pessoas com transtorno borderline da personalidade são simpáticas e agradáveis aos outros, mas se comportam de maneira totalmente diferente com as pessoas de sua intimidade. São explosivas, agressivas, intolerantes, irritáveis, com tendência a manipular pessoas.... Somada à impulsividade, há perturbação variável da auto-imagem, dos objetivos e das preferências internas, inclusive a sexual. O paciente borderline freqüentemente se queixa de sentimentos crônicos de vazio. Há sempre uma propensão a se envolver em relacionamentos intensos mas instáveis, os quais podem causar nessas pessoas repetidas crises emocionais. Embora o borderline mantenha condutas até bastante adequadas em grande número de situações, ele tropeça escandalosamente em certas situações triviais e simples. O limiar de tolerância às frustrações é extremamente suscetível nessas pessoas.

3. Personalidade ansiosa
Os critérios para o diagnóstico do paciente com transtorno ansioso da personalidade são: a) sentimentos persistentes e invasivos de tensão e apreensão; b) crença constante de ser socialmente inepto, pessoalmente desinteressante ou inferior aos demais; c) preocupação excessiva em ser criticado ou rejeitado em situações sociais; d) relutância em se envolver com pessoas, a não ser quando absolutamente certo de ser apreciado; e) restrições ao estilo de vida devido à necessidade de segurança física; f) evitação de atividades sociais e ocupacionais que envolvam contato interpessoal significativo por medo de opiniões a seu respeito.
4. Personalidade obsessivo-compulsiva
Os critérios para diagnóstico do transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo podem ser agrupados da seguinte forma: a) sentimentos de dúvida e cautela exagerados; b) preocupação com detalhes, regras, listas, ordem, organização e esquemas; c) perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas; d) escrupulosidade excessiva com a produtividade, concomitante à quase exclusão do prazer; e) aderência excessiva a algumas convenções sociais; f) inflexibilidade, rigidez e teimosia; g) insistência para que os outros se submetam aos seus conceitos de valor em relação à maneira de fazer as coisas; h) evitam tomar decisões acreditando haver sempre outras prioridades; i) falta de generosidade e de sentimentos de compaixão e tolerância para com os outros; j) dificuldade em descartar-se de objetos usados.
5. Personalidade esquizóide
Este tipo de distúrbio é verificado em pessoas que exibem um padrão de afastamento social persistente, um constante desconforto nas interações humanas, uma excentricidade de comportamento e pensamento, isolamento e introversão. O esquizóide nos dá a impressão de desinteresse, reserva e falta de envolvimento com os acontecimentos cotidianos e com as preocupações alheias, normalmente ele tem pouca necessidade de vínculos emocionais. Este tipo de personalidade reflete interesses na solidão, em trabalhos solitários e em atividades não-competitivas. Por outro lado, estas pessoas são capazes de investir grande energia afetiva em interesses que não envolvam seres humanos e podem ligar-se muito aos animais.
6. Personalidade paranóide
A característica essencial deste distúrbio é uma tendência global e injustificável para interpretar as ações das pessoas como deliberadamente humilhantes ou ameaçadoras. Quase sempre há uma crença de estar sendo explorado ou prejudicado pelos outros de alguma forma e, por causa disso, a lealdade e fidelidade das pessoas estão sendo sempre questionadas. O portador deste distúrbio de personalidade pode interpretar acontecimentos triviais e rotineiros como humilhantes e ameaçadores, desde um erro casual no saldo bancário, até um cumprimento não efusivo podem significar atitudes premeditadamente maldosas. Há uma sensibilidade exagerada às contrariedades ou a tudo que possa ser interpretado como rejeição, uma tendência para distorcer as experiências, interpretando-as como se fossem hostis ou depreciativas, ainda que neutras e amistosas. Estas pessoas podem sentir-se irremediavelmente humilhadas e enganadas, conseqüentemente agressivas e insistentemente reivindicadoras de seus direitos. Supervalorizam sua própria importância, as suas idéias são as únicas corretas e seus pontos de vistas não devem ser contestados, daí a facilidade em conquistar inimigos e a tendência em pensamentos auto-referentes. São desconfiadas, teimosas, dissimuladoras e obstinadas, vivem numa solidão freqüentemente confundida com timidez, como se não houvesse no mundo pessoas com quem pudessem partilhar sua prodigalidade, dignidade e seus sentimentos elevados. As pessoas com transtorno paranóide da personalidade são extremamente sarcásticas em suas críticas, irônicas ao extremo nos comentários e contornam as eventuais situações constrangedoras recorrendo a artimanhas teatrais e chantagens emocionais. Não toleram críticas dirigidas a sua pessoa e qualquer comentário neste sentido é entendido como declaração de inimizade. Gostam de fantasiar mas têm dificuldades em distinguir a fantasia da realidade. Pessoas com estes distúrbios são hipervigilantes e tomam precaução contra qualquer ameaça percebida.

-- agradecimentos a PsiqWeb.
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1. Personalidade psicopática
Autores psicanalíticos consideram a Psicopatia como sendo uma síndrome de Narcisismo Maligno. A estrutura de tipo narcisística do psicopata teria as seguintes características: auto-referência excessiva, grandiosidade, tendência à superioridade, exibicionismo, dependência excessiva da admiração por parte dos outros, superficialidade emocional, crises de insegurança que se alternam com sentimentos de grandiosidade. Portanto, dentro das relações de objeto (com os outros), seria intensa a rivalidade e inveja, consciente e/ou inconscientemente, refletidas na contínua tendência para exploração do outro, incapacidade de depender de outros, falta de empatia para com outros, falta de compromisso interno em outras relações.

2. Personalidade histérica
O transtorno histriônico de personalidade, ou histeria, é caracterizado por um comportamento colorido, dramático e extrovertido que se apresenta sempre exuberantemente. Os histriônicos tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações sempre que percebem não serem o centro das atenções ou quando não recebem elogios e aprovações. Freqüentemente animados e dramáticos, tendem a chamar a atenção sobre si mesmos e podem, de início, encantar as pessoas com quem travam conhecimento por seu entusiasmo, aparente franqueza ou capacidade de sedução. Tais qualidades, contudo, perdem sua força à medida que esses indivíduos continuamente exigem o papel de "dono da festa", manifestando pronunciados traços de vaidade, egocentrismo, exibicionismo e dramaticidade. No afã de representar um papel que lhes é negado pela vida ou por suas próprias limitações pessoais, os histriônicos fazem teatro para si e para todos os demais, a sua grande platéia. Pode haver fases onde eles já não sabem onde termina a realidade e começa a fantasia, passando a acreditar em seus próprios mitos e em suas próprias encenações.
3. Personalidade borderline
As pessoas com transtorno borderline da personalidade são simpáticas e agradáveis aos outros, mas se comportam de maneira totalmente diferente com as pessoas de sua intimidade. São explosivas, agressivas, intolerantes, irritáveis, com tendência a manipular pessoas.... Somada à impulsividade, há perturbação variável da auto-imagem, dos objetivos e das preferências internas, inclusive a sexual. O paciente borderline freqüentemente se queixa de sentimentos crônicos de vazio. Há sempre uma propensão a se envolver em relacionamentos intensos mas instáveis, os quais podem causar nessas pessoas repetidas crises emocionais. Embora o borderline mantenha condutas até bastante adequadas em grande número de situações, ele tropeça escandalosamente em certas situações triviais e simples. O limiar de tolerância às frustrações é extremamente suscetível nessas pessoas.

3. Personalidade ansiosa
Os critérios para o diagnóstico do paciente com transtorno ansioso da personalidade são: a) sentimentos persistentes e invasivos de tensão e apreensão; b) crença constante de ser socialmente inepto, pessoalmente desinteressante ou inferior aos demais; c) preocupação excessiva em ser criticado ou rejeitado em situações sociais; d) relutância em se envolver com pessoas, a não ser quando absolutamente certo de ser apreciado; e) restrições ao estilo de vida devido à necessidade de segurança física; f) evitação de atividades sociais e ocupacionais que envolvam contato interpessoal significativo por medo de opiniões a seu respeito.
4. Personalidade obsessivo-compulsiva
Os critérios para diagnóstico do transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo podem ser agrupados da seguinte forma: a) sentimentos de dúvida e cautela exagerados; b) preocupação com detalhes, regras, listas, ordem, organização e esquemas; c) perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas; d) escrupulosidade excessiva com a produtividade, concomitante à quase exclusão do prazer; e) aderência excessiva a algumas convenções sociais; f) inflexibilidade, rigidez e teimosia; g) insistência para que os outros se submetam aos seus conceitos de valor em relação à maneira de fazer as coisas; h) evitam tomar decisões acreditando haver sempre outras prioridades; i) falta de generosidade e de sentimentos de compaixão e tolerância para com os outros; j) dificuldade em descartar-se de objetos usados.
5. Personalidade esquizóide
Este tipo de distúrbio é verificado em pessoas que exibem um padrão de afastamento social persistente, um constante desconforto nas interações humanas, uma excentricidade de comportamento e pensamento, isolamento e introversão. O esquizóide nos dá a impressão de desinteresse, reserva e falta de envolvimento com os acontecimentos cotidianos e com as preocupações alheias, normalmente ele tem pouca necessidade de vínculos emocionais. Este tipo de personalidade reflete interesses na solidão, em trabalhos solitários e em atividades não-competitivas. Por outro lado, estas pessoas são capazes de investir grande energia afetiva em interesses que não envolvam seres humanos e podem ligar-se muito aos animais.
6. Personalidade paranóide
A característica essencial deste distúrbio é uma tendência global e injustificável para interpretar as ações das pessoas como deliberadamente humilhantes ou ameaçadoras. Quase sempre há uma crença de estar sendo explorado ou prejudicado pelos outros de alguma forma e, por causa disso, a lealdade e fidelidade das pessoas estão sendo sempre questionadas. O portador deste distúrbio de personalidade pode interpretar acontecimentos triviais e rotineiros como humilhantes e ameaçadores, desde um erro casual no saldo bancário, até um cumprimento não efusivo podem significar atitudes premeditadamente maldosas. Há uma sensibilidade exagerada às contrariedades ou a tudo que possa ser interpretado como rejeição, uma tendência para distorcer as experiências, interpretando-as como se fossem hostis ou depreciativas, ainda que neutras e amistosas. Estas pessoas podem sentir-se irremediavelmente humilhadas e enganadas, conseqüentemente agressivas e insistentemente reivindicadoras de seus direitos. Supervalorizam sua própria importância, as suas idéias são as únicas corretas e seus pontos de vistas não devem ser contestados, daí a facilidade em conquistar inimigos e a tendência em pensamentos auto-referentes. São desconfiadas, teimosas, dissimuladoras e obstinadas, vivem numa solidão freqüentemente confundida com timidez, como se não houvesse no mundo pessoas com quem pudessem partilhar sua prodigalidade, dignidade e seus sentimentos elevados. As pessoas com transtorno paranóide da personalidade são extremamente sarcásticas em suas críticas, irônicas ao extremo nos comentários e contornam as eventuais situações constrangedoras recorrendo a artimanhas teatrais e chantagens emocionais. Não toleram críticas dirigidas a sua pessoa e qualquer comentário neste sentido é entendido como declaração de inimizade. Gostam de fantasiar mas têm dificuldades em distinguir a fantasia da realidade. Pessoas com estes distúrbios são hipervigilantes e tomam precaução contra qualquer ameaça percebida.

-- agradecimentos a PsiqWeb.
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Elizirna! Elizirna!
Como faz a gente pensar nos mundos de além, emigrar, boemizar, para a gare azul dos sonhos estrelados de auroras, o teu perfil correto, linha direita de imperatriz da Rússia.
Como essa cintura, mais delicada e galante do que a pétala branca, de leite, da deliciosa magnólia, quando a gente te vê elegantemente espartilhada, jubilosa, parecendo uma alegria do céu, tantaliza e arrebata os bravios leões do desejo.
Elizirna! Elizirna!
E a tua epiderme, macia, jambosa, com a penugem veludínea do pêssego, molar com a suavidade doce do creme, e o frescor perfumoso da malva-maçã; de um róseo queimado, a tua epiderme, flor azul dos luares brancos, impressiona o nervosismo, dá irritabilidades espasmódicas.
E a música do teu laringe, o gargantear cantarolante do cristal, semelhante ao tinido miúdo, claro, sonoro de uma campainha elétrica, vibrada num palácio de vidro, como prostra a alma num êxtase, num êxtase...
Elizirna! Elizirna!
E a curva do teu colo, a abençoada curva do teu colo!
Quantos ideais meus, quantas cismas encharcadas no licor saborosíssimo da ventura que palpita, que ferve, que escalda e esbraseia, não foram flutuar, boiar no maciosíssimo topázio rico do teu colo moreno, como um batalhão triunfal de pássaros vermelhos, nos fluidos da enorme concha de alabastro do firmamento.
Elizirna! Elizirna!...
Pomba doce dos países de ouro.
E a tua boca, cor de pitanga madura, levemente roxa, esse escrínio rútilo dos meus beijos, esse fruto ruborizado, polposo, sempre aromático, infiltrado do sândalo agradável da mocidade, do gosto saudável da beleza pura, castíssima, frescurizada, vegetabilizante, como é consoladora e boa.
Elizirna! Elizirna!
E a tempestade negra dos teus cabelos, cortada pelos fuzis dos meus olhares, por onde o vento absurdo, desabrido, das minhas desgraças, faz ziguezagues e esfuziotes continuados; o mar profundo e vão dessas tranças, por onde o meu destino naufraga desoladoramente, como eu acho terrivelmente deslumbrante, esmagadoramente belo...
Elizirna! Elizirna!...
E os teus olhos, filha, abundantes de cousas celestiais, fartos das bênçãos do gozo, inundados dos equatorianos rosicleres primaverinos, cheios dos pizzicatos, dos acceleratos das paixões, como iluminam e cantam...
Elizirna! Elizirna!...
Parecem dois sóis esplendorosíssimos, os teus olhos, cada qual com um sabiá dentro, abrindo, cristalinizadoramente, em trilhos gorjeadores, a bravuresca garganta lírica...
Cruz e Sousa
11.8.05

momento desabafo
Caminhada virtual ao Planalto? Quer saber, não aguento mais esta conversa, cansei de CPIs no almoço e no jantar, de talk-shows sobre CPIs, de ver a careca do Marcos Valério, da cara-de-pau do picareta ex-gordo do Jéfferson, da hipocrisia parlamentar, da verborragia raivosa de jornalistas "imparciais", neoliberalismo por neoliberalismo fico com a bosta que aí está, eu voto nulo mesmo. Não existe governo sem corrupção, sem clientelismo, quem quiser acreditar no contrário, que acredite. Agora é esperar para ver no que vai dar, principalmente em 2006.
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10.8.05
9.8.05

agora é a coisa que atrai toda a nossa atenção... que se converteu ao mesmo tempo em centro de todas as inquietações e em promessa de felicidade.
Mario Perniola, em O sex-appeal do inorgânico. No mundo inorgânico da tecnologia eletrônica, o homem (agora a "coisa que sente") faz a passagem de uma sexualidade orgânica e orgástica, conduzida pelo desejo e pelo prazer, para uma sexualidade neutra, inorgânica e artificial, suspensa em uma excitação abstrata e infinita, sempre disponível e livre de temores em relação à beleza, à idade e às formas em geral.
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6.8.05
5.8.05
3.8.05

Diálogo entre os escritores José Lins do Rego e Graciliano Ramos nos tempos do getulismo:
-- Mestre Graça, se a situação continuar deste jeito, vamos comer merda!
-- Se sobrar pra nós, Zé Lins. Se sobrar...
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imagem: Muy Bridge, Movimento da mão desenhando círculo, 1884.
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