8.11.05

o acaso do porco

o porco era um sujeito muito curioso.
mas acima de tudo, simpatizava deveras com o vocábulo "por que"
separado.

num bonito dia de sol e calor de abafação, estava ele tranqüilo a pastar - sendo que pastar, para quem realmente compreende esta arte, proporciona prazeres indecifráveis -, portanto pleno de não expiação, quando sentiu coçar o orifício esquerdo de sua tomada nasal. já não mais acometido de transe satisfatório, fez a sinapse automática e ligou o "por que". foi então que os felizes pastantes, de pronto incomodados com o súbito questionamento, tomaram noção da canseira proporcionada pelo escaldamento solar e decidiram em revolta a invenção do porco à pururuca, aproveitando o clima propício para um assado natural e, de quebra, calando a boca do porco com uma maçã sem graça que surgiu do nada.

não souberam explicar o nome dado ao suculento.
talvez tenha sido por acaso.


a baleia pelancuda



Outros links

1) Máquina do Mundo, revista eletrônica de poesia editada por Fabrício Carpinejar e Roberto Schimitt-Prym.

2) Milton Ribeiro, em especial o post sobre a ignorância de Paulo Francis.

3) Stromboli e Madame Forrester, dizendo coisas que a imprensa não diz.

4) Thiago Ponce, um poeta de poetas.

5) Ursa Sentada, um blog indianista, definitivamente tupi.

6) Eduardo Oliva conversa com os autores Cíntia Moscovich, Paulo Henriques Britto e Cristiane Costa, também editora do site Portal Literal.

7) Letralia, excelente site venezuelano de literatura hispano-americana.


Por hoje chega, boas visitas.

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