29.4.05

Clément Marot - poema erótico


O monge e a velha



Passeando um monge pela beira-rio,
Viu uma velha que lavava a roupa;
Viu-lhe a perna de garça e o fogo viu
Onde uma coxa vem juntar-se à outra.
O monge inflamado ergue a própria roupa,
Pega o instrumento e se achegando a ela:
Velha, diz ele, acende a minha vela.
E, para dar-lhe gosto, a velha então
Vira-lhe o cu e pede por cautela:
Chega mais perto e assopra o meu carvão.



Clément Marot, séc. 16.