1.2.05





Não existe literatura ruim, você é que bebeu pouco

"Álcool é vício de escritor", já dizia Scott Fitzgerald. Hemingway no café da manhã temperava o seu chá com generosas doses de gim, deixando o rodízio de absinto, uísque, vodca e vinho para o resto do dia. Seu record foram 32 doses de double frozen daiquiri numa noite. Diz a lenda que na manhã seguinte acordou normalmente às 6 horas para dar início à sua rotina de trabalho. Steinbeck, mais moderado, ficava com 1 garrafa de scotch/dia. Truman Capote começava seu dia com um martini duplo, e aos 5 anos de idade Jack London já virava cerveja. A influência do álcool na literatura é assunto mais do que batido e mexido. Tema de livros, crônicas de jornal, teses acadêmicas e estudos psiquiátricos. Portanto, sem querer me alongar aqui, brindemos pois àqueles que conseguiram fazer com que o mundo nos descesse mais redondo: Sinclair Lewis, William Faulkner, Poe, Ambrose Bierce, Hart Crane, Theodore Dreiser, Eugene O'Neill, Dorothy Parker, Ring Lardner, John O'Hara, Dashiell Hammett, e. e. cummings, Edmund Wilson, Tennessee Williams, Jack Kerouac, Bukowski, William Inge, O. Henry, John Cheever, Stephen Crane, Irwin Shaw, Robert Lowell, Ralph Maloney, Raymond Chandler, Norman Mailer, Thomas de Quincey, Jean Cocteau, Raymond Carver, Melville, Allen Tate, Conrad Aiken, Dylan Thomas, Joaquin Miller, Harold Monro, George Sterling, Sherwood Anderson, Malcom Lowry, Coleridge, Keats, George Simenon, Elizabeth Bishop, Baudelaire, Rimbaud, Verlaine, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Cruz e Sousa, Fernando Pessoa, Lúcio Cardoso, Olavo Bilac, Vinicius de Moraes, John Fante, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Fausto Wolff, Carson McCullers, Saint-Exupéry, Luis da Câmara Cascudo, Antônio Houaiss, Antônio Maria, Dostoievski, Bocage, Apollinaire, Lautréamont, Hilda Hilst, Clarice Lispector, Robert Louis Stevenson, Lord Byron, Ferreira Gullar, Virginia Woolf, William Shakespeare, William Blake, Rabelais, Walt Whitman, Jean Genet, Oscar Wilde, Gertrude Stein, Jorge Luis Borges, Balzac, Molière, Eça de Queirós, João Ubaldo, Luis Fernando Veríssimo, Chico Buarque, José Lino Grunewald, Mário Quintana, W. C. Fields, H. L. Mencken, Gore Vidal, Pablo Neruda, James Joyce, Somerset Maugham, Swinburne, Mário de Andrade, Paulo Leminski, Paulo Francis e paro por aqui. Esqueci de muita gente, por certo, mas é que de repente me deu uma sede...