2.12.04



Quando conduzo sinto uma enorme vontade de fazer amor. Bom, talvez não seja bem amor mas é semelhante àquela paixão sentida pelo louva-a-deus fêmea quando devora lentamente o seu parceiro macho. É como sentir várias mulheres à volta de nós. Mulheres de ministros e secretários de estado. Todas, percebes. Velhíssimas por debaixo das suas máscaras Avon. Esposas de bem. Melhor que isso...oh meu Deus...estou quase a vir-me só de pensar nas virtudes de uma condução a 200. Se há um engarrafamento (na 2ª circular por exemplo), o meu caralho parece acompanhar o ritmo da marcha lenta, caindo um pouco. Depois, já na auto-estrada ei-lo que levanta e endurece só parando quando o leite se mistura com o sangue, o BMW esmagado contra uma árvore na curva da estrada...Adoro os fotógrafos junto ao meu crânio esmagado. Um deles enfia o dedo num dos meus derradeiros pensamentos como se estivesse a provar um pudim molotov.


Conduzo, Logo Venho-me, blog português extinto.