8.6.03

E AGORA UM COCHE DE CULTURA, CARALHO


Andava a procura de pornografia e deparei-me com alguns blogs lusos. Reparei que muitos postam e comentam poesia. Apesar de saber que isso é um evidente sinal de rotura, o Meu Pipi, para não destoar, também quer mostrar que lê e sabe interpretar algo mais do que quadras tipo "João, para gajos como tu / são três na boca e dois no cu".
Começo então com um dos meus favoritos, da Sophia de Mello Breyner Andresen – que, das poetisas portuguesas com nomes estrangeiros, é a melhor.

“Apesar das ruínas e da morte
Onde sempre acabou cada ilusão
A força dos meus sonhos é tão forte
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias”

Considero este poema a mais bela ode à masturbação de que há memória em toda a arte portuguesa. A autora começa por se referir às “ruínas” e “morte” onde acaba cada “ilusão”. Ora, não é preciso ser um punheteiro como eu para saber que ela se está a referir ao que os franceses tão candidamente chamam “petit mort”. O orgasmo é, depois do êxtase, a “morte” - dá cá uma vontade de adormecer que eu às vezes tenho de me beliscar para bater outra. As ruínas são os restos de nhanha que, quais destroços do Convento do Carmo, estão penduradas no tecto da casa de banho. A “ilusão” é a fantasia que cada qual criou para entesar o nabo, antes de o esgalhar valentemente. Ultimamente tenho usado o DNA com a Bárbara Guimarães (há lá duas ou três fotografias em que quase se conseguem ver os mamilos. Mesmo na entrevista, ela diz uma ou duas frases pirosas que me arrebitam o sardo. Adoro saloiías...). Já agora, apraz-me dizer que, finalmente, o DNA serve para alguma coisa!
Posto isto, voltemos à versalhada em questão. “A força dos meus sonhos é tão forte / que de tudo renasce a exaltação”. Ora, pegando novamente no DNA com a Bárbara Guimarães como exemplo, é óbvio que aqui Sophia se refere à segunda vaga do tesão. Eu acabo de me vir abundantemente, tenho o mangalho a arrefecer, mas, pelo canto do olho, pego novamente numa prega de teta da Bárbara Guimarães. Já estás! O nabo dá por isso e “a força dos sonhos” (eu a enfardar na Bárbara, de ladex) é tal que “renasce a exaltação” (o piço fica todo engalanado).
A última frase é mais complexa do que à primeira vista podemos supor. Uma interpretação mais simplista (e, porque não dizê-lo, facilitista) afirmará que “e nunca as minhas mãos ficam vazias” se refere ao facto de o punheteiro estar sempre agarrado ao caralho e aos colhões. Dirão que a Sophia teria em mente um gajo avantajado e pronto. Não é bem assim. As mãos não ficam vazias porque, como qualquer adolescente saberá, ao fim de três ou quatro punhetas, o jacto de langonha perde a força e a consistência. É natural, os tintins produzem o que produzem. Mas sai sempre qualquer coisinha. Agora, como não é expelida convenientemente, acaba sempre por ficar nas mãos. Que, desse modo, “não ficam vazias”.
Vão ler, caralho.


-- O Meu Pipi