16.9.02

Bukowski. Bukowski. Bukowski. Gate One. Eu fiquei no aeroporto esperando. Charles Bukowski, sem sombra de dúvida, é o maior poeta perneta do mundo. Não está na África. Não está na UCLA. Mijou-se todo no seu vomitorama. Fazia leitura de poesias e autografava guardanapos. Se você não se importa, dei todos os meus livros e resolvi me mudar. Fui a primeira a abandonar o bonde. Cansei daquele pau murcho. Daquele corpo gordo na minha banheira. Uma lição sem palavras. Flácida. Todo escritor imortal cheira a merda. Charlie é sempre igual. Puritano. Lazarento. Um resíduo. Ametafórico pegajoso. Nada de julgamentos, entenda bem. Posso começar como um erro, um critério seletivo. Num belo dia de tarde chuvosa pensei, talvez eu mude de idéia. E foi o que fiz.