23.7.16

Syracuse - Henri Salvador



Para mim, a melhor versão desta música com ele encontrada no youtube.
Mas aumente porque o som original está baixo.
Lindo.



8.7.16

Ángel Crespo




La voluntad de perdurar

La voluntad de perdurar
de todo lo que es frágil
canta en la avena loca, en las avenas
en cultos surcos, de amarillo armadas,
y canta en estos versos
que bajo el sol despegan,
se alzan - llega ya el sol-
y abatidos, quemados, mis propios labios hieren.
Voluntad de lo frágil
frente a la tozudez hermosa de lo duro,
que el tiempo va minando
y reduciendo a débiles cenizas.
Así la roca alta
en la que sólo posan el águila y el cuervo
- y en no larga ocasión la mariposa-,
en diminutas piedras se redime
y se sublima en chinas, polvo y tenue
materia que mi lengua impregna mientras canto.
Suave polvillo por mi frágil verso:
voluntad imperiosa
de ser cuando la roca ya no sea.



5.7.16

Olivier Bringer - Poema sonoro



A Poesia Sonora de Bringer me representa totalmente nas circunstâncias atuais. Fabuloso. Genial.

Les Deux Bouchons, Paris, 28 de junho de 2016.





4.7.16

Ivana Bentes - 04.07 - via FB





A direita organizada quer disputar as universidades públicas! Crime de ódio dentro do campus da UFRJ no Fundão, a criação de páginas na linha do movimento MBL: "UFRJ Livre" e "USP Livre" pretendem dar voz a estudantes e professores universitários da extrema direita. Eles apagam grafites e pichações nos muros da UFRJ contra o golpe, contra Eduardo Cunha, contra os fascismos, são contra cotas, contra greves e se dizem "liberais" e utilizam o discurso da "segurança pública" para pedir mais polícia dentro do campus e repressão a todo tipo de comportamento libertário, repressão ao uso recreativo de drogas, ao invés de debaterem a violência e as mortes diárias produzidas pela polícia na "guerra contra as drogas" em todo o Brasil.
Ao lado do campo cultural, as universidades públicas sempre foram um ambiente de autonomia e liberdade e do pensamento crítico, esse ataque retrógrado e conservador disfarçado de "liberalismo" é a chegada dos grupos da extrema direita, da direita ostentação e tem a mesma estética, moral e pensamento obscurantista da "escola sem partido" e do MBL, Movimento Brasil Livre.
Querem conquistar estudantes e professores universitários! Sujeitos históricos da resistência e do pensamento crítico no Brasil.
A morte do aluno de Letras da UFRJ, Diego Vieira Machado [foto], de 29 anos, negro, morador do Alojamento Estudantil, encontrado morto num mangue, com sinais de luta, sem roupa e documentos foi lamentada por todos, inclusive pelos "liberais" que clamam por mais polícia e segurança no campus. Na real se trata não de um problema de segurança, mas de homofobia, racismo, ódio!
"Alunos denunciam a homofobia do crime, porque um mês atrás Diego e outros alunos cotistas, negros e gays da UFRJ, receberam email com ameaças, dizendo que a universidade não era o lugar deles. Diego era de Belém do Pará", informa a página Tem Local que mapeia os locais dos crimes de ódio contra LGBTs no Brasil.
Reforçamos o alerta do colega e professor Carlos Azambuja: "A GloboNews cobrindo o assassinato do jovem estudante no campus cita na sua matéria a página "UFRJ Livre", que foi criada apocrifamente por gente que provavelmente nem sequer pertence à Universidade e que defende a "escola sem partido". Obviamente, a emissora está empenhada em dar credibilidade a este grupo apócrifo e dar-lhe um "status" de porta-voz autorizado da UFRJ. Vamos denunciar mais esta "construção" desde do seu início!
Os discursos de ódio, os crimes de ódio, o ódio às diferenças, o conservadorismo como base das violências e humilhações cotidianas infringidas aos outros são algo urgente a se combater em toda sociedade, mas com mais força ainda, na nossa casa, na universidade pública!
A UFRJ é um microcosmo da sociedade, precisamos reagir contra esse avanço obscurantista!
Fora Temer! UFRJ livre de fascistas!



3.7.16

Mario Santagostini - 4 poemas




L’ex comunista
Sono tornato a Cinisello,
una domenica afosa.
Un motocarro scoperto portava via un cane.
Questa è stata zona operaia.
E io ero, come tanti, comunista.
E pensavo a un avvenire
senza il lavoro, a quando i corpi
ci sarebbero serviti a poco,
quasi a niente. Sono
arrivato a chiedermi di cosa è fatto
un corpo, se merita
soltanto la vita, o già altro.













Io, appendice. In piazza Tirana, forse nel ’63
C’è chi ha già rubato
tutto il rame del tram ridotto
a carcassa smetallizzata.
Certo, non dovrebbe mai succedere,
però è così. Amen.
Intorno, la passione per quanto
è dismesso ha toccato
l’apice. Si sente che nemmeno
la materia ama finire.
E delegherebbe me a farlo, se potesse.
O l’intera massa umana.


27.6.16

Suzanne



Suzanne is waiting at your doorway
But all she does is waste your time
And she looks just like my sister
But she feels just like my man

And all the times I mean to tell her
The cats in here are over-flowin'
She pulls aside a four leaf clover
And makes me feel right on my own

Suzanne, Suzanne
Suzanne, Suzanne

Suzanne is waiting at your doorway
But all she does is waste your time
And she looks just like my sister
But she feels just like my man

Suzanne, Suzanne
Suzanne, Suzanne




Anne Sexton e o Verão de 48





Scrapbook da poeta Anne Sexton, em Virginia Beach, recém-casada.






26.6.16

Eileen Myles




The place I found was carved out of sadness and sex and to write a poem there you merely needed to gather. There would be days in which feelings were so externalized that you just behaved like a painter a kid with deep pockets, bringing the lavender home. The poem was a grid–that swayed and moving through it you just picked up things and hung them on the grid all the while singing your broken heart out. Humming. It was a deep deep grey. In that place (and poetry most of all is a mastery of places, not the world but the weather of the states that form in your life and what you read and how things were taken and what came back) each of these series of occurrences creates a season. The seasons grow huge (till they die) and in each you create a new sense of what a poem is in relation to the space of your mind, heart, that kind of substance.



The Honey Bear

Billie Holiday was on the radio
I was standing in the kitchen
smoking my cigarette of this
pack I plan to finish tonight
last night of smoking youth.
I made a cup of this funny
kind of tea I've had hanging
around. A little too sweet
an odd mix. My only impulse
was to make it sweeter.
Ivy Anderson was singing
pretty late tonight
in my very bright kitchen.
I'm standing by the tub
feeling a little older
nearly thirty in my very
bright kitchen tonight.
I'm not a bad looking woman

I suppose O it's very quiet
in my kitchen tonight I'm squeezing
this plastic honey bear a noodle
of honey dripping into the odd sweet
tea. It's pretty late
Honey bear's cover was loose
and somehow honey dripping down
the bear's face catching
in the crevices beneath
the bear's eyes O very sad and sweet
I'm standing in my kitchen O honey
I'm staring at the honey bear's face



Shhh

I don’t think
I can’t afford the time to not sit right down &
write a poem about the heavy lidded
white rose I hold in my hand
I think of snow
a winter night in Boston, drunken waitress
stumble on a bus that careens through
Somerville the end of the line
where I was born, an old man
shaking me. He could’ve been my dad.
You need a ride? Wait, he said.
This flower is so heavy in my hand.
He drove me home in his old blue
Dodge, a thermos next to me,
cigarette packs on the dash
so quiet like Boston is quiet
Boston in the snow. It’s New York
plates are clattering on St. Mark’s
Place. Should I call you?
Can I go home now
& work with this undelivered
message in my fingertips
It’s summer
I love you.
I’m surrounded by snow.


I think writing
is desire
not a form
of it.


Niina Pollari





Do You Feel Tenderness
When I went to the doctor
I forgot to take off my bra
She said "Oh! I'm sorry, I need to check
Your breast tissue"
Yes, I said, I'm so sorry

I had a hard time unclasping the hooks and eyes
I didn't look at the doctor, who was a new lady doctor
I met ten minutes before, at the start of my appointment
Finally I took off my bra
So many wolves fell out

In the roaring of the wolves the doctor said "Do you feel tenderness"
She was touching me

No, I said, not mostly
She said "You have very fibrous breast tissue I would not be surprised
If you felt tenderness during your period"

And the wolves ran around the table like a dog pack
Screaming and howling
In that little room
I said I don't have a period, then we barely locked eyes, the end



Texas Fontanella